domingo, 27 de novembro de 2011

C.S. Lewis – Não como um rio, mas como uma árvore

“Não vivemos num mondo em que todas as estradas são raios de um círculo e, se seguidas por uma longa distância, se aproximarão gradativamente para se encontrarem no centro. Na verdade, vivemos num mundo em que toda estrada se bifurca em duas, para em seguida bifurcar-se daí a mais alguns passos (e cada uma delas, por sua vez, se bifurca em duas novamente). E cada encruzilhada exige que você tome uma nova decisão. Mesmo no nível biológico, a vida não é como um rio, mas se assemelha muito a uma árvore. A vida não se move em direção à unidade e, sim, para longe dela. E, à medida em que crescem em perfeição, as criaturas vão se afastando cada vez mais umas das outras. O bem, conforme amadurece, vai se tornando cada vez mais distinto não apenas do mal, mas também de outro bem.” 

 C.S. Lewis, em “O grande abismo”

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Missão Cristã no Mundo Moderno


Novamente I João 3:17-18 vem falar ao meu coração...

“Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.”

Estou lendo “A Missão Cristã no Mundo Moderno” de John Stott, e em um dos capítulos o autor aborda o significado de Missão, usando este texto de João para relacionar ação social e evangelismo, parceiros na missão integral.  Segundo Stott, aqui o amor em ação emerge de uma situação com dois momentos. Primeiro, “ver” um irmão passando necessidade e segundo, “possuir” os meios para satisfazer essas necessidades. Se eu não relacionar o que “tenho” ao que “vejo”, não posso afirmar que o amor de Deus habita em mim. Além do mais, esse principio se aplica a qualquer tipo de necessidade vista. Posso ver uma necessidade espiritual (pecado, culpa, perdição) e ter o conhecimento do evangelho que satisfará essa necessidade. Ou a necessidade que vejo pode ser uma enfermidade, a ignorância ou uma moradia precária e posso ter o conhecimento médico, educacional ou social para aliviar a situação. Ver a necessidade e possuir o recurso impele o amor a agir, e a ação será evangelística, social ou até mesmo política dependendo do que “vemos” e do que “temos”. As situações variam, e o chamado dos cristãos também.

Stott colocou em palavras, tudo o que vem queimando e borbulhando dentro de mim. Corremos o grande perigo de nos dedicar apenas aos extremos: ou ao evangelismo, ou a ação social, mas ambos são parceiros e devemos estar sensíveis para perceber as necessidades e conhecer o que temos a oferecer.

Fomos presenteados com dons e talentos, e possuímos personalidades específicas para realizar aquilo que o Pai tem para nós! Precisamos de intimidade com Ele, momentos de solitude, onde a nossa alma é aquietada e podemos ouvir a voz dEle e olhar para dentro de nós para vermos quem realmente somos e não apenas quem desejamos ser.

Quando nos relacionamos com Ele, o melhor de nós aparece e reflete a essência dEle em nós. É assim que seremos luz no mundo e sal da terra, quando manifestarmos aqui o Seu Reino!

Que Deus nos abençoe e nos ensine a sermos Seus filhos, ministros da reconciliação.
Bjs

Jubys