sábado, 21 de abril de 2012

O GPS

Segue abaixo, uma pequena história sobre o "GPS" da vida!  

Certa vez, viajei por obscuras estradas vicinais em uma região do país em que nunca estivera. Quando peguei o carro alugado, o homem do balcão me disse:
- Se o senhor quiser, pode levar com o carro uma caixinha que temos aqui, um sistema de navegação.
Você já viu algo semelhante? Você liga o aparelho e insere os dados do seu destino, e uma voz então diz como chegar seja onde for.
- O senhor quer que instalemos o navegador no carro? - Perguntou o atendente.
Minha resposta imediata foi:
- Não. Não vou pagar por isso. Sou capaz de encontrar meu destino sem isso.
Quando saí para o estacionamento, no entanto, não consegui encontrar meu carro. Não lembrava em que boxe ele se encontrava. Tive de retornar ao balcão e dizer para o homem que me perdera antes de encontrar o carro.
Resolvi levar o tal navegador.
Uma voz saía de dentro dele. Não é preciso olhar para a tela ou seguir um mapa. Alguém fala com você. Uma voz com sotaque inglês, porque quem fala assim sempre soa mais inteligente. Não sei por que, mas dá vontade de fazer o que eles dizem. E a voz do navegador era de mulher, porque... por algum motivo.
Você pode levar o navegador. Pode ter a voz da mulher dentro do carro em sua companhia, mas isso não significa que confia nela. Mas e se confiar? Como deve proceder? Fazendo tudo o que ela diz. Você irá aonde ela mandar. Se ela disser "Vire à esquerda", você dobrará à esquerda. Se disser "Vire à esquerda", e em seu coração você pensar Ah, mas eu quero virar para direita, na mesma hora virá a sua mente aquele versículo: "Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte" (Pv. 14:12; 16:25).
Viver no fluir do espírito significa fazer o que Jesus diz. Vou aprontar uma grande confusão. Necessitarei do poder dEle. Sei disso, mas sou eu que firmo o propósito. Digo a Ele: "Deus, com a sua ajuda, da melhor maneira eu eu puder, farei o que o Senhor disser. Quaro entregar ao Senhor minha vida, meu tempo, minha obediência". Se esse não for o propósito estabelecido por mim, então é melhor ser sincero com relação a isso.
Há mais uma coisa que você deve saber. Em determinado ponto, quando eu dirigia por aquele território desconhecido, tive certeza quase absoluta de que a senhora do sistema de navegação estava errada. Ela me mandou virar às esquerda, e eu não obedeci. Dobrei à direito porque sabia que ela estava errada. Então, em uma reação fascinante, ela anunciou:
- Novo cálculo da rota. Quando for seguro, faça uma curva em U.
Eu sabia que ela continuava errada... Então desliguei. Essa é a beleza desse aparelhinho - você pode desligá-lo.
E - adivinhe o que aconteceu? - fiquei perdido feito um ganso, coisa que minha esposa adorou. Então tornamos a ligar a mulher. Sabe o que ela disse?
- Eu bem que avisei, seu tolo. Pensa que vou ajudar você agora? Você fez pouco caso de mim. Agora não ajudo mesmo. Você que encontre sozinho o caminho de volta para casa.
Não, claro que ela não falou nada disso. Apenas repetiu: "Novo cálculo da rota. Quando for seguro, faça uma curva em U".
Isso é graça.
Deus dirá a você:
- Aqui está como você voltará para casa. Faça o retorno a 180 graus.
Quando estiver pronto para ouvir, quando estiver pronto para se entregar, significa que você está arrependido.
Deus dirá:
- Eu o levarei para casa.
Isso é graça.
Jesus é o único dotado de sabedoria consagrada sobre como viver. O único a apresentar a possibilidade de perdão para o seu e o meu pecado. O único a dar algum tipo de esperança real de vitória sobre a morte. De todos os que se aproximam, Ele é quem mata a sede, quem dá a vida, quem concede o Espírito. Não importa quanto você tenha errado no passado, se estiver sinceramente pronto a ouvir e obedecer a Deus, não precisa preocupar-se com a possibilidade de Deus estar zangado com você.
Ele não é esse tipo de Deus.

Trecho do 3º capítulo do livro "Sendo quem eu quero ser: torne-se a melhor versão de você mesmo" de John Ortberg; tradução por Jurandy Bravo - São Paulo: Editora Vida, 2011.

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